Até que todos cheguemos à Unidade da Fé...

(Ef. 4:13)



"Tomando o cálice e dando graças, deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento que é derramado por muitos para remissão dos pecados." (Mateus. 26:27-28).

O Vinho nas escrituras sagradas, simboliza bênçãos e prosperidade. Ele é usado em linguagem metafórica entre os antigos hebreus. A benção messiânica que prometia a paz e segurança, com freqüência, era retratada como um tempo em que todos assentar-se-iam debaixo de sua videira (JESUS CRISTO) e debaixo de sua figueira (Novo Tempo) e não haverá quem os espantem. (Miquéias 4:4 cf 1Reis. 4:25; Zacarias 3:10).

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O vinho, além disso, representa alegria. Leia Eclesiastes 10:19.

Jesus(o Cristo) e os Crentes. O simbolismo mais precioso para nós é aquele que se acha no 15º capítulo do evangelho de João, onde o Senhor Jesus aparece como a videira verdadeira, nós como os ramos, nossa vida espiritual como o fruto, e o trabalho desempenhado pelo Espírito Santo em nossas vidas como o viticultor. Tudo isso aponta para nossa necessidade de frutificação, por um lado, e para os ternos cuidados de que somos alvo, por outro lado. Também é fortíssimo o sentido de dependência em que devemos viver diariamente diante do Senhor, dependendo Dele em tudo, tal como um ramo desligado da videira não pode produzir fruto. Foi nessa oportunidade que o Senhor Jesus nos instruiu quanto a isso, em palavras mais diretas: "...porque sem mim nada podeis fazer." (João 15:1-5).



"Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo." (Mateus 26:26)

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O Pão. Alimento assado, às vezes fermentado, que tem como ingredientes básicos: farinha de trigo ou de milho. Era o alimento básico dos judeus e de outros povos da antigüidade. Em alguns lugares, até hoje, ele é de importância capital, e outros tipos de alimentos são de importância secundária. Nas Escrituras Sagradas, o termo "pão" parece referir-se a alimento em geral (gênesis 3:19), e na oração modelo, que inclui o pedido: "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje" (Mateus 6:11) .

Como símbolo, o pão, entre outras coisas, representa o sustento, fortalecimento, provisão espiritual, e o próprio Cristo. Isaías 55:2 mostra que as provisões espirituais de Deus são muito mais importantes do que as coisas materiais, dizendo: "por que gastais o vosso dinheiro naquilo que não é pão e o produto do vosso trabalho naquilo que não resulta em saciedade? Ouve-me atentamente, comei o que é bom, e a vossa alma viverá". Ao instituir a nossa refeição que celebraria Sua morte, "Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o dando-o aos discípulos e disse: tomai, comei, isto significa meu corpo" Mateus 26:26.

O Pão significa o próprio corpo carnal de Jesus que foi dado em nosso benefício (Lucas 22:19; 1Coríntios 11:23-24).

Cerca de um ano antes, Jesus Cristo contrastara "o pão que desce do céu" com o maná consumido pelos israelitas e declara explicitamente: "Eu sou o Pão da Vida". Ele mostrou que era "o Pão Vivo que desceu do céu", acrescentando "se alguém comer este pão, viverá para sempre; de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo" (João 6:48-51). Este 'comer' teria de ser feito em sentido figurado, por exercer fé no valor do sacrifício perfeito de Jesus (João 6:40). Não se esqueça que Jesus nasceu em Belém da Judéia, que significa "Casa de Pão" (Miquéias 5:2; Lucas 2:11). Por intermédio de Jesus Cristo, Deus provê o pão que dá a vida à Sua Igreja. (João 6:31-35).



"As vossas eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo" (Joel 2:24).

O Trigo, nas Escrituras Sagradas, é empregado por trinta vezes no Antigo Testamento e doze vezes no Novo Testamento. Ele significa colheita.

Alguns exemplos: Gideão malhando o trigo no lagar quando Deus o chamou (Juízes 6:11); Rute, a viúva moabita de um israelita, para poder respigar trigo suficiente para suas necessidades por bondade de Boaz (Rute 2:23); o Senhor Jesus também nos dá um quadro sobre o arrebatamento dos salvos, quando o "trigo" tiver de ser recolhido (Lucas 3:17). E o Senhor Jesus também usa o trigo para nos ensinar a necessidade de morrermos para o nosso próprio 'eu', em João 12:24: "se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto". Simbolicamente, além da aparente morte do grão de trigo, representa a morte vicária do Senhor Jesus em expiação pelos nossos pecados. Segundo os estudiosos da Bíblia, existem outros dois símbolos desconhecidos: 1) da misericórdia de Deus (Salmos 81:16 e 147:14) , referência ao povo de Israel que deveria voltar-se para o Senhor de todo o coração: "Eu o sustentaria com o trigo mais fino, e o saciaria com o mel que escorre da rocha"; 2) da justiça aos próprios olhos, isto é, aquilo que o homem pensa haver adquirido com suas próprias obras e com sua própria bondade: Jeremias 12:13: "semearam trigo e segaram espinhos, cansaram-se mas sem proveito algum, envergonhados sereis dos vossos frutos, por causa do brasume da ira do Senhor"



Para nós, da Igreja Cristã Unidade da Fé, a reunião destes símbolos representa:

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Comunhão (Koinonia)- "Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão" (1Coríntios 10:16-17);

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União entre os irmãos - "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! (Salmos 133:1). O objetivo dentro da fé cristã, é a união com Deus. De acordo com esta mesma fé, essa união é mediada pelo Logos (o princípio do Filho dentro da Deidade-João 1:1), os remidos são identificados com Cristo, o Logos encarnado, processo pelo qual os filhos estão sendo conduzidos à glória do Filho de Deus (Hebreus 2:10). Isso nos une a uma só fé.

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A Unidade tem sete aspectos (Efésios 4:6) que servem de alicerces para a unidade cristã. A unidade exigida já é um fato inconteste no Espírito Santo, no seio da igreja mística e universal. E o apelo do Apóstolo dos Gentios, na presente seção, é que esta unidade fosse aplicada a todas as condições no seio da igreja local, a fim de que cada igreja local servisse de modelo e exemplo da unidade mística que prevalece na igreja universal. Estes aspectos são: 1) um corpo - a igreja mística e universal, composta de todos os que realmente crêem em Jesus Cristo; 2) um Espírito - não é o espírito humano, mas o Espírito de Deus; 3) uma só esperança da vocação - esperança do nosso chamamento (Efésios 1:18); 4) um só Senhor - indica o Senhor Jesus Cristo (Romanos 1:4); 5) uma só fé - é a fé evangélica que representa a "entrega de alma" feita pelo crente às mãos de Cristo; 6) um só batismo - realidade espiritual da qual o batismo em água serve de sinal simbólico da nossa união com Cristo; é também a nossa identificação com Cristo; 7) um único Deus, que é o Pai de todos - Ele é o alicerce de toda unidade, por ser também a fonte originária de todos os seus motivos.

Então, amados, isto nos leva a uma uniformidade e unidade de propósito para conquistarmos o mundo para Cristo. "Agora não haverá nenhuma restrição para o que quiserem fazer, pois eles são um só e uma só língua" (Gênesis 11:6).


Bispo Paulo Mattos - O Fundador



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